por | maio 13, 2022

Tudo o que você precisa saber: Metodologias Ágeis na prática

Indo direto ao ponto: as metodologias ágeis são uma forma de gestão de projetos na qual a condução das atividades está dividida em várias fases de menor duração, com objetivos claros e comunicação contínua.  

Você já deve ter trabalhado em projetos que tinham um momento inicial onde os objetivos e tarefas eram todos definidos, cada equipe voltava para seu nicho e passava meses executando as orientações iniciais, sem voltar a rever os avanços.

A metodologia ágil é o exato oposto desse formato. Ao invés de ter longos períodos de atividades por separado, sem contato entre os diversos stakeholders, as metodologias ágeis mais utilizadas se baseiam em curtos ciclos de desenvolvimento e execução. 

Na prática, a metodologia ágil envolve colaboração permanente entre os tomadores de decisão e implementação de melhorias em cada estágio. 

Uma vez que os trabalhos têm início, as equipes atuam em ciclos de planejamento, execução e avaliação do que foi feito. As metodologias ágeis mais utilizadas são feitas de colaboração permanente. 

Neste sentido, é vital que tanto os membros das equipes como as partes interessadas no projeto estejam em contato o mais estreito possível. Mas como isso acontece? Siga com a gente, vamos contar tudo para você.

Como colocar em prática a metodologia ágil?

Tudo começou com o Agile Manifesto. Se você der uma olhada sobre os princípios por trás do manifesto ágil, verá que o foco está posto em:

  • simplicidade;
  • permeabilidade a mudanças;
  • em períodos mais curtos de iteração;
  • proximidade entre as partes;
  • documentação de tudo que é feito;
  • no cliente como prioridade, entre outras coisas. 

E como tudo isso pode ser combinado e executado, na prática? 

Bem, há várias metodologias ágeis utilizadas (veremos este detalhe mais adiante), mesmo assim, todas elas compartilham alguns pontos em comum, como os citados em seguida. 

#01 Planejamento do projeto

Como em qualquer outro tipo de projeto, começar com o planejamento é fundamental para entender os objetivos finais pretendidos, definir o valor que se quer agregar à organização de destino ou ao cliente e, não menos importante: como tudo isso será alcançado. 

Em primeiro lugar, sua equipe de desenvolvimento ágil, chamado de squad agile, pode criar um escopo do projeto. Neste documento, ficam estabelecidas as responsabilidades, os limites e os procedimentos a seguir. 

#02 Roadmap do produto

O que o cliente espera que você e sua equipe desenvolvam? No roadmap do produto, entra uma lista de todos os recursos que sua solução deve atender. 

Principalmente quando falamos de metodologias ágeis, a criação de um roadmap é um componente crucial para o estágio de planejamento, já que cada sprint estará focada em um (ou mais, mas sempre poucos) requisitos a desenvolver. 

Inclusive, ainda sobre essa lista, você e sua equipe vão criar um backlog de produto, que nada mais é do que uma lista de todos os recursos que vão fazer parte do produto final. 

#03 Plano de lançamento

No começo do artigo, falamos de métodos de planejamentos tradicionais, que dedicam meses à execução dos requerimentos para somente então implementar o desenvolvido. 

No Agile, seu projeto vai trabalhar com ciclos curtos, e implementar lançamentos intermediários, para que os mesmos possam ser avaliados continuamente, em frações menores, digamos. 

Ou seja, cada recurso desenvolvido é lançado, avaliado, revisado e corrigido. Isso é mais benéfico para o produto final já que qualquer mudança necessária é feita sobre partes menores, e não sobre todo um sistema já lançado. 

#04 Pense cada sprint

Como dissemos antes, os sprints são períodos curtos de desenvolvimento. Ao revisar o backlog de requisitos, seu time escolhe os prioritários, coloca isso no centro das atenções de um sprint em particular e ataca somente esta necessidade. 

Estabeleça as responsabilidades de cada participante, sempre com cuidado para não sobrecarregar alguém de tarefas e, além disso, documente absolutamente tudo que foi/está sendo feito.

A documentação é importante para que todos saibam exatamente o que cada participante está fazendo e para identificar gargalos. A transparência e a colaboração são chave para as metodologias ágeis mais usadas. 

#05 Reuniões diárias

Ainda aproveitando a comparação com os métodos tradicionais de desenvolvimento de projetos, que podem ter de intervalo entre reuniões de revisão, no Agile, encontros diários chamados de daily scrum, são o formato padrão. 

Sempre que um sprint está por começar, o que se quer atingir e quem vai fazer o quê para que isso aconteça é determinado. 

E vale a pena chamar a atenção para a importância das reuniões diárias, principalmente quando elas se conectam com algo determinante para as metodologias ágeis: a permeabilidade à mudança.

Não deu certo? Tenta-se outra coisa, ou a mesma, de forma diferente. É muito melhor corrigir pequenos erros do que remediar meses de trabalho sem testes intercalados. 

#06 Revisão de sprints

Da mesma forma que os sprints nascem, em reuniões colaborativas, deve acontecer o mesmo em seu término. 

Revisar o que foi feito, o que não pôde ser executado (e seus porquês) é necessário para que todos tenham visibilidade sobre as tarefas e como os avanços recentes impactam no produto final. 

Nas revisões de sprint, os stakeholders também têm a oportunidade de discutir sobre o que pode ser melhorado no sprint seguinte para que os mesmos erros não se repitam. 

Principalmente se sua equipe é nova ou relativamente nova em gestão de projetos Agile, não deixe de lado nenhuma destas etapas: um projeto Ágil depende, em grande parte, de criar os espaços de melhoria do projeto em si. 

Metodologias ágeis mais utilizadas

Entre as metodologias ágeis mais utilizadas, encontramos os frameworks Scrum e Kanban. Existe uma discussão entre os benefícios e desafios de cada método, mas o fato é que eles oferecem metodologias diferentes para gerenciar trabalhos complexos e entregar tarefas com mais agilidade. 

No Scrum, o backlog é fonte para os desenvolvimentos de cada sprint, que costumam durar entre 2 e 4 semanas. Neste sentido, “blocos” de necessidades são movidos para cada sprint. As equipes de scrum costumam ter papéis específicos e bem determinados, além disso é fundamental a criação de um arquivo completo da evolução e documentação de como foram construídas as tarefas. No scrum é preciso determinar, documentar e marcas o avanço do projeto com cerimônias regulares. No Guia Scrum é possível entender melhor seu funcionamento.

Já no Kanban, as tarefas são organizadas igualmente a partir do backlog, mas cada uma pode ir avançando isoladamente, em estágios que passam pela criação, revisão, publicação e ok final. O foco é a redução do tempo que leva para a execução de cada tarefa e por consequência o projeto final. Neste método, as funções podem ser mais flexíveis e podem se adaptar de acordo com a necessidade da evolução do projeto. Visualizar o fluxo de trabalho e enxergar melhorias resumem a ideia. 

Podemos apontar outras inúmeras diferenças entre as metodologias mais utilizadas, Scrum e Kanban, mas seria uma discussão superficial. Como falamos, o objetivo principal e os pilares que baseiam os dois são praticamente os mesmos. Ambas ajudam na melhoria contínua de produtos, serviços e produtividade das equipes.

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