Genova Talks: as lições de Israel para as startups brasileiras

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Publicado em 8 de Março de 2018
Categorias: Empreendedorismo Eventos
Por Mônica Miliatti*
“Quem vai transformar, verdadeiramente, o ecossistema de startups do Brasil é o empreendedor”, foi assim que Alex Granjeiro, Diretor da Genova, abriu a primeira edição do Genova Talks. O evento – realizado no Habitat, escritório de coworking concebido pelo InovaBra em parceria com a WeWork – foi desenvolvido com o objetivo de colaborar com a evolução do empreendedorismo nacional e fomentar a troca de conhecimento entre startups, investidores, aceleradoras e stakeholders.
A palestra “Israel Startup Nation: O Ecossistema de Empreendedorismo de Israel”, ministrada por Marcelo Negrini, Diretor de Digital Transformation da Spread, apresentou o histórico do país como um importante centro de desenvolvimento de inovação e foi seguida de uma mesa redonda composta por José Alberto Bouça, COO da Spread; e Samsão Woiler, mentor da Genova. Com enfoque no compartilhamento de conhecimento, Negrini falou sobre iniciativas, startups e novidades que nasceram no país, um dos principais ecossistemas do mundo de acordo com o estudo Startup Genome de 2017, que aponta Tel Aviv na sexta posição do ranking global.
“Israel é um país menor que o estado de Sergipe, reconhecido apenas em 1947, mas repleto de história. A primeira diretoria da Universidade Hebraica de Jerusalém, por exemplo, foi constituída por Albert Einstein, Sigmund Freud e outros nomes relevantes para a inovação e desenvolvimento da nossa sociedade”, explicou o executivo durante a apresentação. Segundo ele, infundir a mentalidade e a cultura empreendedora nas pessoas é uma tradição milenar muito valorizada pela população e pelo governo.
Com um modelo baseado em escalabilidade, diversos negócios disruptivos foram criados em solo israelense, incluindo aplicativos presentes na vida de pessoas do mundo todo, como o Waze. “Israel é um polo de aprendizado e deve ser reconhecido por empreendedores como uma referência. São Paulo, por exemplo, nem sequer figura, hoje, entre os 20 principais centros de empreendedorismo do mundo, apesar de ter potencial, mesmo em meio à crise e à falta de investimento. Se o empreendedor brasileiro tivesse essa visão escalável e a meta de atingir, pelo menos, a América Latina, já veríamos uma grande bolha de crescimento desse ecossistema por aqui”, pontuou Negrini.
Ecossistema em expansão
Durante a mesa redonda, os executivos debateram com a platéia a importância da construção de uma ponte entre Israel e Brasil, a fim de fornecer um intercâmbio de conhecimento. Segundo Bouça, o relacionamento entre os países pode ser um caminho essencial para desenvolver o empreendedorismo e fazer com que produtos e serviços deixem de ser apenas bons insights para se tornarem soluções disponíveis mundialmente. “O papel da Genova e de eventos como este é criar centros similares aos que encontramos em Israel para que iniciativas brasileiras sejam expandidas, além de permitir que tecnologias e inovações criadas em outros países cheguem aqui”, acrescenta o COO da Spread.
*Mônica Miliatti é jornalista na essense, agência responsável pela estratégia de conteúdo
da Spread