Transformação digital: ou muda, ou mofa, afirma Cassius Buda, CEO da Spread

Escrito por grano   |   Tempo de leitura: 2 minutos

IDC projeta que até 2019 serão gastos U$S 1,7 trilhão no mundo com iniciativas digitais.  Momento pede adaptação na forma de pensar e conduzir o negócio.

por Mônica Miliatti*

“Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A frase poderia ter sido dita hoje, mas é de 1775, quando o químico francês Antoine Laurent Lavoisier descobriu o princípio de conservação de massas. Sem parecer clichê, a descoberta que guia a química moderna é facilmente aplicada à evolução humana e à tecnológica: tudo se transforma em uma constante natural e necessária para a sobrevivência.

A Transformação Digital é considerada por especialistas como a quarta Revolução Industrial, e a temática continuará em foco no futuro próximo: segundo a IDC, até o final de 2019, os gastos mundiais com tecnologias correlatas ao conceito chegarão a U$S 1,7 trilhão, um aumento de 42% na comparação com 2017.

“Esse cenário, formado pelo avanço estrondoso de novas tecnologias, a criação de modelos disruptivos e o aumento no nível de exigência dos clientes, mostra que não existe outro caminho para continuar competitivo e atualizado que não seja trilhar a jornada de mudanças profundas no core business e na cultura empresarial”,  pontua Cassius Buda, CEO da Spread.

O caminho não é transformar de maneira inconsequente. Segundo Cassius, o legado e a expertise devem ser adaptados a essa nova realidade, que exige da TI um posicionamento estratégico para conectar o antigo ao novo de maneira ágil e completa. “Digitalizar e automatizar processos ainda é importante para que, aos poucos, CIOs e outros profissionais da área de tecnologia da informação concentrem parte de seus esforços em ferramentas tão complexas quanto necessárias,  como Blockchain, Deep Learning  e Big Data”, explica.

A importância das pessoas

Paralelamente, esse é o momento de atrair profissionais de visão sistêmica, inovadora e empreendedora, capazes de conduzir a transformação. “O perfil buscado é de pessoas que realmente pensam fora da caixa e se adaptam facilmente aos modelos Agile e Lean, contribuindo para uma mudança estrutural e sem prazo de finalização. Machine Learning e Inteligência Artificial vão eliminar postos de trabalho em diversos setores, mas, em compensação, novos empregos e cargos irão surgir à medida em que a experiência do usuário se torna cada vez mais importante – e vital – para a continuidade do negócio”, conta, indicando como exemplo o cargo de Cientista de Dados, cada vez mais necessário.

Cassius acrescenta ainda que a jornada rumo à Transformação Digital não é simples e o trajeto ainda é incerto. “Quem não se transformar vai ficar para trás, obsoleto, praticamente embolorado”, alerta.

*Mônica Miliatti é jornalista na essense, agência responsável pela estratégia de  conteúdo da Spread