A TI no ano que passou: tecnologias, pessoas e o começo de uma nova era

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Publicado em 11 de Janeiro de 2018
Categorias: Mercado TI

O processo de consolidação de tecnologias como Inteligência Artificial e Machine Learning necessita de cocriação entre empresas e clientes em um cenário compartilhado

por José Alberto Bouça*

 Inovação foi, sem dúvida, o tema da TI em 2017. A tão comentada – e por vezes temida – Transformação Digital impulsiona o mercado corporativo para uma cultura voltada ao desenvolvimento ininterrupto de novos negócios, sempre pautado por dois pilares: mercado e pessoas.

Dentre as dez tecnologias estratégicas divulgadas no início de 2017, segundo o Gartner, estavam Inteligência Artificial, Machine Learning, Realidade Virtual e Aumentada, Plataformas Digitais, Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT) e Blockchain. Não é de agora que consultorias apontam alguns desses conceitos como ferramentas essenciais para o turning point digital do mercado. Falamos aqui de uma sociedade que está prestes a abandonar de vez o analógico, rumo a uma realidade hiperconectada e inovadora, que roda num esquema 24/7.

Ao longo de 2017, as tendências ganharam tração e receberam o status de ativos vitais para empresas dos mais variados portes e setores. Antes de chegar, efetivamente, em um cenário preparado para a disrupção, organizações precisam, ainda, lidar com demandas básicas da TI tradicional, como automação e otimização, com a finalidade de melhorar processos e diminuir custos.

O setor financeiro é um bom exemplo, pois ainda está solucionando gargalos de processos que já podem ser completamente digitalizados e robotizados, como a interpretação de contratos, que já pode ser feita por Inteligência Artificial.

Entretanto, a consolidação desses conceitos vai muito além de modernizar o legado ou digitalizar atividades que não fazem parte do core business. Falo de uma mudança de mindset dentro das organizações. Na prática, o percurso rumo à transformação não é simples. Além do desafio de extrair o verdadeiro potencial de IoT, Machine Learning e Blockchain, por exemplo, ainda enfrentamos a difícil busca por profissionais capacitados. Atrair talentos para esse cenário cada vez mais exigente e veloz é a base para a implementação de ferramentas e soluções inovadoras.

Transformar o ambiente de trabalho em um espaço criativo e empreendedor, seguindo o bem-sucedido modelo de startups, é uma boa maneira de encontrar  profissionais dispostos a enfrentar o desafio de extrair valor em meio à ebulição digital na qual vivemos. A equipe também deve agir como um catalisador da cocriação entre empresas e clientes, iniciativa que permite o desenho de soluções em conjunto. Novos profissionais, como o Product Owner – que posiciona os requerimentos de negócio para times de desenvolvimento ágil –, são os pilares da busca por resultados rápidos.

Para os próximos anos, o Gartner continua prevendo o desenvolvimento e consolidação de IoT, o avanço dos bots e a legitimação das criptomoedas – acompanhando a ascensão do Blockchain no mercado. Como sociedade, permanecemos em uma transformação sem prazo de validade para fazer mais do que apenas fortalecer buzzwords e, de fato, fomentar um ecossistema tecnológico e inovador. 2017 acabou, mas estamos apenas no começo.

*José Alberto Bouça é COO da Spread