por | out 26, 2021

Como implementar a Metodologia Ágil na minha empresa?

Quando alguém fala de práticas ágeis, a primeira coisa que vem à mente costuma ser o desenvolvimento de softwares.

Mas, na realidade, zeste tipo de abordagem para a gestão da criação de programas pode ser aplicada em uma infinidade de setores. Afinal, esta é uma forma de trabalho que privilegia equipes que usam sequências interativas e cíclicas, mais conhecidas como sprints.

Nos sprints, estão integrados tanto os membros das equipes como os clientes, ou usuários da solução que se busca desenvolver. E isso acontece durante todo o processo, não só no começo e na hora da entrega.

Implementar o agile na forma como você gerencia seus projetos pode realmente aumentar as chances de sucesso de suas iniciativas.

Ainda assim, muitas organizações deixam de adotar este tipo de metodologia por falta de conhecimentos específicos sobre o assunto, de lideranças capazes de trazê-lo à realidade da empresa ou até de know-how.

E, como toda transição demanda adaptação da cultura existente, obstáculos sempre vão fazer parte da jornada de quem quer aproveitar as vantagens das metodologias ágeis.

Neste sentido, algumas áreas de seu negócio e a forma como estão acostumadas a trabalhar precisam ser analisadas e devidamente preparadas para que a revolução ágil seja parte da sua nova realidade.

Boa leitura!

Um passo atrás, vários à frente

Antes de implementar a cultura ágil em sua companhia, é importante levar em consideração algumas questões.

Até porque, é comum que organizações que nunca trabalharam com essa metodologia encontrem dificuldades na hora de migrar de forma de operação. Ou seja, fique atento aos pontos a seguir.

A empresa não compreende o real impacto do agile

Gerenciar os projetos de acordo com a cultura ágil não é suficiente para ter melhores resultados. Isso precisa estar presente em todos os níveis, não só no de operações. Caso contrário, aplicaria-se a metodologia em certas partes e em outras não, o que impede que seus reais benefícios sejam percebidos.

Falta de habilidades relacionadas ao ágil

Acredite ou não, nem todo mundo está preparado para trabalhar com as metodologias ágeis. Principalmente em relação aos gestores, é importante identificar os que tenham certas habilidades, como:

  • se concentrar no que é mais importante, deixando de lado o que não seja necessário em um determinado momento;
  • manter a calma sob pressão e ter um bom julgamento do momento;
  • motivação e a habilidade de orientar a equipe ao longo do desenvolvimento das tarefas;
  • capacidade de pensar rápido e mudar rápido. O agile funciona, em grande parte, de forma dinâmica e mutável;
  • competência para adaptação, principalmente em ambientes com condições altamente variáveis.

Com isso em mente, já podemos passar para a parte onde você vai ver os passos da implementação do agile na sua organização. Vamos lá?

#01 Todo projeto tem um product owner

Dentro da estrutura das metodologias ágeis, deve sempre existir a figura do product owner. Ele é o profissional que ficará a cargo do que vai ser feito e entregue por qualquer iniciativa.

Quando surge uma demanda, chamada de ‘requisito’, dentro das metodologias ágeis, o product owner é quem vai compilar todas as necessidades do cliente ou usuário final e listar isso para que as equipes ágeis possam atacar cada item.

#02 A equipe ágil

Parte não menos importante é a formação da equipe que vai desenvolver os projetos. Ela deve estar composta por profissionais multidisciplinares, especialistas em suas funções.

De fato, na metodologia ágil, a estrutura de argumentos sobre o que quer que seja deve ser horizontal. Explicamos: qualquer um pode sugerir, sobre qualquer aspecto do projeto, não necessariamente só sobre seu conjunto de conhecimentos.

Ainda assim, cada integrante ficará responsável por uma atividade específica, que irá desenvolver por conta própria ou em conjunto com outros participantes.

#03 Tenha um gestor de práticas ágeis

Se a tarefa do product owner é conduzir o projeto em particular, o gestor já tem mais uma função de garantir que os princípios da metodologia ágil sejam efetivamente aplicados.

Também conhecido como scrum master, deve ser um profissional com conhecimento das práticas ágeis. Assim, garante-se que o projeto seja conduzido corretamente, e não tenda a voltar às antigas formas de gerenciar iniciativas.

O scrum master seria, digamos, responsável por uma gestão que priorize a qualidade.

#04 Mantenha um backlog

Um backlog é uma lista de requisitos. Aqui é onde o product owner vai trabalhar e ordenar todos os requisitos (lembra que falamos disso no ponto #01?).

A partir do backlog, cada sprint seleciona quais são as atividades que serão desenvolvidas naquele período.

Os backlogs são extremamente dinâmicos. Até porque, nem sempre, os clientes ou usuários finais lembram ou têm em consideração tudo que eles precisam.

Muitas coisas surgem exatamente enquanto cada ponto do projeto é desenvolvido, e isso não é um problema. Aliás, muito pelo contrário, as práticas ágeis abraçam a ideia de que nem tudo está 100% definido antes mesmo de começar.

#05 Estime seu backlog e planeje os sprints

Não é porque as necessidades são dinâmicas que elas podem ficar sem um respaldo de prazos.

Com o backlog em mãos, deve-se estimar o tempo que cada atividade vai demandar das equipes para ficar pronta. Pense em sprints (uma a duas semanas), não em horas, e assim você vai entender qual é o grau de produtividade e de velocidade da sua equipe.

#06 Revise tudo diariamente

Uma das principais características das práticas ágeis é o fato de que as atividades são planejadas e revistas praticamente a diário.

Isso torna a execução muito mais fluida. Ao invés de esperar longos períodos para adaptar as futuras ações a executar, as metodologias ágeis pedem que, diariamente, se revise tudo o que foi feito, o que não deu certo, por que não, e que se atualizem as atividades do dia seguinte.

#07 Teste antes de entregar

Por exemplo, um software não é todo produzido e entregue de uma só vez. A cada avanço, o cliente participa da avaliação para decidir se é isso mesmo que ele quer, o que está bem e o que precisa ser mudado.

Encare como uma demonstração. A cada sprint, leve o que foi feito para que os usuários finais avaliem e devolvam sua perspectiva. Não precisa estar completo, mas sim, deve ser compartilhado.

No término do projeto, vale a pena fazer uma retrospectiva para avaliar tudo o que funcionou e o que não deu muito certo. Este é um caráter fundamental das metodologias ágeis: avanços e avaliações. Assim, se constroem equipes melhores no futuro.

Gostou do que viu? A Spread pode mostrar ainda mais para você! Entre em contato e entenda melhor as práticas ágeis!

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