por | mar 2, 2022

Sua empresa está preparada para a hiperautomação?

Atualmente, muito se fala sobre a hiperautomação e como ela é essencial para a transformação digital. 

Mas, será que você sabe exatamente do que se trata a hiperautomação, como o mercado está reagindo sobre isso e o que sua empresa precisa para estar preparada para este salto tecnológico?

Segundo a Gartner, a hiperautomação é uma das tendências tecnológicas com mais potencial de impacto na próxima década. E seu conceito vai muito além da simples mecanização de tarefas que podem ser substituídas por máquinas. 

De fato, a hiperautomação pretende, sim, liberar as pessoas de tarefas manuais repetitivas. Mas, por outro lado, a forma como isso está sendo feito é uma combinação de várias outras tecnologias. 

Por exemplo, na hiperautomação, a RPA (robotic process automation) trabalha em conjunto com outras tecnologias de ponta, como a IA (inteligência artificial) e o ML (machine learning), entre outras.

Por exemplo, os Cobots, uma tecnologia sobre a qual comentamos em outro post, quando falamos sobre a indústria 5.0, são um bom exemplo de como a RPA pode ser combinada com a IA e tornar a brecha entre humanos e máquinas praticamente inexistente. 

E não é de hoje que estamos buscando melhores formas de produzir. A primeira revolução industrial usava máquinas a vapor, depois, introduzimos a combustão interna e a eletricidade. 

Já no fim do século passado, implementamos a digitalização e a automação de processos na produção. Não demorou muito para que a robotização, a internet das coisas e a IA dessem o start da quinta revolução industrial. 

Agora, chegou a vez da hiperautomação ganhar o cenário. Também chamada de DPA (Digital Process Automation) ou de IPA (Intelligent Process Automation), chegou o momento de você entender o que é preciso para fazer parte dessa nova revolução. 

O que é hiperautomação?

Em termos simples, a hiperautomação consiste no aumento da automação em todos os processos dos negócios. 

Neste sentido, ao invés de somente automatizar tarefas isoladas, a hiperautomação participa de um universo mais amplo de ações. 

Por exemplo, ela pode estar presente em várias etapas de uma cadeia produtiva, nos fluxos de trabalho, nos processos de marketing, e essa lista pode seguir por muito mais. 

E como isso é feito? Combinando tecnologias como as que citamos antes, a IA, a RPA e o ML.

Ou seja, qualquer tarefa repetitiva pode ser automatizada, basta descobrir quais são os processos que podem, a princípio, deixar de ser feitos por humanos e criar bots para sua execução. 

E quando dizemos “a princípio”, isso quer dizer que a hiperautomação não busca simplesmente substituir o trabalho humano por robô. 

Aliás, o uso de RPA foi um passo importante na evolução tecnológica, mas uma das características mais interessantes da hiperautomação é exatamente trazer de volta os humanos para os processos. 

Aqui, você pode estar se perguntando “como assim?”, certo? Bom, a participação humana em tarefas automatizadas, agora, é tratada não de forma substitutiva, e sim colaborativa. 

É o que se define como a capacidade da hiperautomação de “loop humans”, ou seja, pessoas e tecnologias podem não só trabalhar lado a lado, e sim juntos. 

Isso acontece quando são os funcionários que treinam as ferramentas de automação e os softwares. Como? O machine learning aprende com seu tutor humano até chegar a um estado onde os cobots são capazes de tomar decisões eles mesmos, com a ajuda da IA. 

A palavra da vez é interoperabilidade. A integração é exatamente uma das apostas mais ousadas da hiperautomação. 

Até porque, há muitas diferenças entre integrar e integrar corretamente. Na hiperautomação, as tecnologias podem aprender com pessoas diretamente, sem que uma enorme carga de trabalho tenha que ser transferida para os departamentos de TI. 

Sua empresa está preparada?

Estar pronto para uma verdadeira jornada de hiperautomação vai além de contar com as tecnologias certas. 

Obviamente, contar com um capital tecnológico apropriado é fundamental, mas a passagem da automação para a hiperautomação depende, em grande parte, da aceitação dessa possibilidade por parte da cultura de sua empresa. 

Ainda assim, pontualizando as tecnologias que farão parte de sua nova rotina hiperautomatizada, podemos destacar:

  • a inteligência artificial (IA)
  • o machine learning (ML)
  • a automação robótica de processos (RPA)
  • a gestão de processos de negócios (BPA)
  • análises avançadas (advanced analytics)
  • chatbots

Em primeiro lugar, é preciso que sua equipe de TI, ou um parceiro especialista em hiperautomação, identifique o que pode ser automatizado em seu negócio. 

Mas o melhor da hiperautomação é o fato de não encarar somente os processos de forma isolada, como citamos previamente. 

Ou seja, seus esforços estão concentrados em criar uma abordagem unificada, uma espécie de automação integral, na qual vários aspectos do negócio são abordados, chegando a todos os departamentos e funções. 

Sobre isso, por mais que os objetivos da hiperautomação busquem incluir todos os processos automatizáveis, a sua estratégia de hiperautomação, para que seja viável, deve incluir etapas prévias, tais como:

#01 Identificar os resultados esperados para seu negócio

A primeira coisa a definir são os porquês. Implementar a hiperautomação somente porque isso é uma tendência pode levar seus esforços ao fracasso. Inclusive, estatísticas mostram que 40% dos projetos de hiperautomação falham pela falta de metas claras desde o começo da jornada. 

#02 Prepare seus processos para que eles sejam escaláveis

Como a hiperautomação considera procedimentos em larga escala de automação, é importante considerar cada mudança a partir da possibilidade de escalar processos.

Assim, ao invés de unicamente pensar no que pode ser automatizado, faça o caminho inverso e pense quais operações podem ser otimizadas para expandir outros aspectos do seu negócio. 

Por exemplo: seu negócio quer diminuir custos? Reduzir erros? Mitigar riscos? Aumentar a receita? A partir destas definições, comece a jornada buscando onde atuar para que essa realidade se torne possível. 

#03 Crie uma estrutura baseada em governança

A hiperautomação deve considerar as pessoas em primeiro lugar. Então, é preciso mudar a mentalidade da sua organização. 

Nela, a mentalidade que busca melhorar os processos deve trabalhar em conjunto com a mentalidade people-first. Aliás, é exatamente da união entre ambas que surgem os melhores resultados. 

Como em toda novidade, é preciso dedicar tempo, recursos e buscar auxílio de especialistas para obter seus máximos benefícios. Aqui, na Spread, estamos à sua disposição para ajudar seu negócio a trilhar os caminhos da hiperautomação de acordo com suas possibilidades. 

Quer saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando nosso blog! 

 

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