por | mar 24, 2022

Como implementar Hyperautomation na sua empresa

Em nosso último artigo, explicamos as bases de como a automação se desdobrou na hyperautomation e consideramos algumas noções sobre essa nova era de eficiência operacional e estratégica nas organizações. 

Neste sentido, era preciso que a colaboração entre humanos e máquinas fosse além, e explorasse seu pleno potencial. Era necessário dotar a automação com algumas das habilidades que nós, humanos, possuímos e manifestamos por meio da cognição. 

Processos como a análise, associação e até mesmo a capacidade de decidir entre A ou B (ou muito mais opções) agora fazem parte do arsenal tecnológico dos processos automatizados. 

E aqui, vale a pena dizer que o objetivo não é substituir trabalhadores, e sim diminuir as lacunas existentes nos processos e torná-los mais eficientes e gerenciáveis. E com a hyperautomation processos mais complexos e que precisam de adaptação a comportamentos diferenciados cumpre um papel fundamental na gestão organizacional que vai além da automação que já conhecemos.

O papel da Inteligência Artificial na Hyperautomation

Todas as ações e processos de uma organização nascem de necessidades específicas de sua atuação. Foi exatamente aí que a automação, sob o formato de RPA, encontrou seu lugar de inserção perfeito e está no centro da hyperautomation. Em tarefas repetitivas, na busca de deixar todo o processo automatizado, utiliza-se em conjunto a inteligência artificial e Machine Learning, ganhando muito mais produtividade.

A transformação digital trata-se não só da digitalização de processos, como também aproveitar o potencial digital para melhorá-los. Para tanto, nada melhor do que dotar a automação de inteligência. 

Isso é feito ao aprimorar os componentes da RPA com IA (inteligência artificial), mineração de processos e outras ferramentas integradas de análise. A IA permite que a cadeia de processos em si contribua para o resultado final. 

Um software robô, agora, acrescenta a tomada de decisão às suas capacidades. Como? Com base em modelos estatísticos, que trabalham sobre os dados existentes em seu segmento de atuação corporativa. 

Mais do que um conceito, a hiperautomação é uma condição. É o pensamento holístico aplicado à automação de processos. 

Como mapear processos que podem passar para automatização

Falamos dos processos orgânicos de sua organização. Eles são o ponto de partida, mas é preciso visualizá-los primeiro. 

Ou melhor, fazê-los figurar em um fluxograma. Pegue todos os seus processos atuais e identifique se existem processos repetitivos, que demandam muito tempo para executar, tarefas que seguem uma ordem ou até mesmo um padrão de execução e os represente como um fluxo de trabalho. 

Nessa representação, identifique etapas e crie os vetores possíveis, do começo ao fim. Preste especial atenção a loops, ou seja, quando algo precisar ser refeito ou fluxo está mal concebido. 

É com base nesse mapa das operações da sua organização que você vai iniciar com as transformações digitais possíveis daqui por diante e passar a ter controle para monitorar, executar e tomar melhores decisões, com a implantação de um robô para executar estas atividades.

Comece a transformação digital na sua empresa

A primeira coisa que você já está fazendo, consumir informações e conhecimentos sobre a hiperautomação é fundamental para não iniciar um processo às cegas. Nada mais perigoso do que ‘comprar a ideia’ de uma tendência sem antes entendê-la corretamente. 

Em qualquer iniciativa, o sucesso reside na qualidade do planejamento. Por isso, nada melhor do que criar um roadmap de hiperautomação. Confira. 

#01 Identifique os objetivos a atingir

Comecemos pelos porquês. 

Talvez você queira entregar produtos e serviços mais rapidamente, ou pode estar em busca de diminuir os gastos operacionais. Diminuir incidentes e falhas também entra na equação, caso seu negócio tenha problemas neste sentido. 

De uma forma ou de outra, inclua pessoas, departamentos, atividades e stakeholders para que sua jornada de hiperautomação não faça parte dos 4 de cada 10 projetos em tecnologia que falham.

#02  Padronize seus processos

No sentido de fazer com que cada etapa de seu fluxo de trabalho possa ser integrada com as outras, é fundamental que todas elas estejam plenamente padronizadas. 

Sua interoperabilidade vai funcionar por meio de APIs (interface de programação de aplicativos). Aqui você vai incluir seu ERP, os processos críticos (listados no gráfico que inserimos antes), sua infraestrutura de TI, seu banco de dados, etc. 

#03 Entenda o novo gerenciamento

A implementação da hiperautomação inclui necessariamente o controle remoto de tudo o que venha a ser automatizado. E como há vários níveis de gestão remota, tais como a criação de informes, controle de hardwares do local de produção, acompanhamento de dados em tempo real, você tem que ter todos listados. 

#04 Defina sua toolbox

Sua caixa de ferramentas digitais pode ser a mais diversa possível. Há recursos para análise, design de produtos e processos, automação, etc. 

Você pode começar com RPAs, incluir IBPMs (gestão inteligente de processos de negócios), iPaaS (Plataformas como Serviço Inteligentes), ferramentas de Low Code e, naturalmente, IA e ML (machine learning).

Comece a transformação digital na sua área ou empresa, quando abraçar a descoberta, o diagnóstico de seu negócio e as novas tomadas de decisões (ferramentas de mineração de processos e tarefas), você já terá um bom ponto de partida e os primeiros passos definidos para a jornada de hyperautomation.

Lembre-se de que a hiperautomação é uma solução de ponta a ponta. Neste sentido, a integração de novas tecnologias permitirá que atividades, que antes não podiam ser associadas, trabalhem em conjunto com a ajuda da IA e das outras tecnologias que citamos. 

Quer um entendimento melhor dentro da sua realidade, diagnosticar e implementar a melhor solução de hyperautomação no seu processo? Fale com um de nossos especialistas!

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